RESENHA - MORTE E VIDA SEVERINA - JOÃO CABRAL DE MELO NETO


Editora: Ponto de Leitura
Páginas: 182

Sinopse: "Coletânea de poemas - O Rio (1953), Morte e Vida Severina (1954-55), Paisagens com Figuras (1955) e Uma Faca sem Lâmina (1955) - de João Cabral de Melo Neto publicados na década de 1950. Para Cabral, esta década foi crucial para a consolidação da linguagem que viria a refinar nos anos seguintes. No poema O Rio, Cabral trata do rio Capibaribe e de seu povo, só que, desta vez, sob uma ótica mais documental e narrativa. Já Morte e vida Severina, publicado pela primeira vez em 1956, é a obra mais popular e social do poeta. Retrata a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe. Encenada dez anos depois de sua publicação, com música de Chico Buarque, recebeu diversos prêmios, como o do Festival de Nancy, na França. Em Paisagens com Figuras (1955), o poeta mescla, nos poemas, descrições das paisagens de Pernambuco e da Espanha. Por fim, em Uma Faca sem Lâmina (1955), obra densa e excepcional, Cabral remete a um tema que lhe é caro: a composição poética." 


                                                       "O meu nome é severino,
                                                             Como não tenho outro de pia.
                                                             Como há muitos severinos,
                                                             Que é santo de romaria,
                                                             Deram então de me chamar
                                                             Severino de maria
                                                             Como há muitos severinos"
                                                                                                            (...)

    Morte e Vida Severina, auto de natal pernambucano, escrito por João Cabral de Melo Neto. O Autor retrata em Morte e vida Severina a historia dos tantos severinos que seguem o fluxo do rio Capibaribe em retiro a Recife em fuga da seca. 

Eu, nunca tinha lido uma obra regional, mas a escola tem um projeto e que nos mandaram ler essa obra e de primeira eu fiquei com um pé atrás, com tudo que eu sabia sobre a obra e minha primeira impressão foi a de confusão por saber quase nada e ta tentando ler com tanta pressa, mas eu fui me envolvendo com a leitura e isso é proporcionado pelos versos que era novidade pra mim na Jornada como leitor rs, gostaria de falar que acima de tudo Morte e Vida Severina me trouxe conhecimento e sem duvida um "a" a mais no meu vocabulário, Morte e Vida Severina tem algo que me chamou a atenção que é o Dialogo no Verso e que achei bastante intrigante essa observação, leitura vai, leitura vem e quando ver tinha terminado de ler essa obra onde as páginas viram sozinhas. 

Ao Ler Morte e vida Severina podemos ver o "nós", os severinos que à dentro de nós, severinos, podemos ver que fazemos parte dos tantos severinos falados no texto, fazia tempo que um livro me emocionava e Morte e Vida Severina me proporcionou uma emoção diferente, a emoção da triste realidade vivida no sertão.

Depois de ler a obra fui ver algumas resenhas em blogs e vi uma coisa num blog que achei bastante importante e não tinha reparado bem na leitura que é a pergunta porque a morte e vida severina? aí o blog responde da seguinte forma: 

 "Mas e a Vida Severina? O que seria a Morte e a Vida Severina, que tanto fala o João Cabral de Melo Neto? A vida Severina é sinônima de uma vida dura e sofrida, vida de muito trabalho e pouca recompensa, podendo até fazer um trocadilho e chamar de Morte em Vida Severina, pois se trata de uma vida morta e monótona."

Achei sensacional a obra recomendo pra todos os leitores por proporcionar conhecimentos na leitura, versos maravilhosos e proporcionar a emoção de ser mais um severino..

Então é isso, até o próximo post do blog, tchau!

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